Viseu.
Foz Côa.
Pinhel.
Leiria.
Batalha.
Coimbra.
Largo da Igreja de S.Luís
sexta-feira
24Ago2018
21h30
Elenco

Carlos Guilherme, Sansão
Maria Ermolaeva, Dalila
Pedro Telles, Grande Sacerdote de Dagon
Sofia Ângelo, Encenação
Raquel Cabral, Coreografia
Paulo Lapa, Direção Cena
Roberto Punzi, Desenho de Luz
Ana Berta Cardoso, Figurinos
Henrique Silveira, Narração
Orquestra da Ópera no Património
José Maria Moreno, Direção Musical

Camille Saint Saëns, compositor nascido em 1835 e falecido em 1921, cavalga uma extraordinária viagem do pleno romantismo ao modernismo. A sua vida passa por Berlioz, Chopin, Liszt, Wagner, Richard Strauss, Mahler, Debussy e Schönberg. Começa por ser moderno e acaba como um dos mais empedernidos reaccionários da história da música. Odiando alegremente e de forma positiva todos os compositores não franceses e quase todos os franceses, consegue atacar nos seus escritos finais Franck, Ravel e Debussy, a par de toda a música italiana e alemã. É, no entanto, Liszt que promove a estreia em 1877 do Sansão em Weimar, traduzido para alemão, suprema ironia, uma vez que em França a obra não tinha suscitado interesse. É a única ópera de Saint Saëns, das 13 que escreveu, que passou ao repertório depois da sua estreia em França em 1890, na língua original em que Lemaitre tinha escrito.

Sansão e Dalila é a história bíblica do Livro dos Juízes que relata parte dos conflitos entre Filisteus, que hoje se supõe serem gregos, e os Hebreus. Toda a ópera está centrada em torno do dueto de amor entre os dois personagens centrais. Toda a estrutura foi imaginada como aproximação e afastamento deste ponto zenital no segundo acto. Uma realização de Saint-Saëns que, nesta ópera, transcende os aspectos meramente técnicos e de métier que caracterizam a imensa maioria das suas partituras. A sua estrutura é clara: I acto: Introdução e apresentação, II – Amor e traição subjacente, III – Queda e vingança apocalíptica.

Sansão não é uma ópera perfeita: as convenções da Grand Opéra francesa obrigam à inclusão de bailados, onde se destaca a bacanal, que perturbam a acção dramática, e de grandes massas corais, que o compositor, aliás, domina magistralmente. A sombria abertura impressiona na sua simplicidade, nas suas cordas graves, sombrias e imponentes, pelo tema obsessivo e trágico introduzido pelas violas e pela subtil amplificação de meios que se estende à orquestra.

Saint-Saëns utiliza magistralmente a cor harmónica para caracterizar a acção, o imensamente trágico si bemol menor, quase sinistro, que encerra o segundo acto revela a má consciência de Dalila e a funesta consequência da confidência de que a força do hebreu reside na sua cabeleira.

Utilizando a cor harmónica como elemento fulcral no enredo, Saint-Saëns utiliza o Lá Maior para as mulheres filistinas, o si bemol menor para os desfechos trágicos, os cromatismos para descrever as quentes paisagens do palácio de Sorek, o sol menor traz-nos a prisão e a cegueira de Sansão em que as figuras circulares nas cordas nos trazem a inexorável rotação do moinho no início do terceiro acto.

O fortíssimo final apocalíptico vê o si bemol menor transformar-se em Si bemol Maior: afinal a ruína do templo de Dagon e a morte de todos os que encerra, incluindo Sansão, é a vitória do Deus de Israel sobre os ímpios Filisteus. Sansão que estava cego antes de cegar e que viu a luz depois de lhe terem arrancado os olhos. Samson et Dalila é a ópera de um arquitecto que domina a sua arte e sabe o que quer, que doseia tensões, que não explora o óbvio: falta o episódio da queixada de asno que Samson utiliza para devastar as hostes filistinas.

Sansão e Dalila é um catálogo de arte musical, progressões, cadências, fugas, bailados, um grande dueto de amor, provocações, escárnio e apocalipse. Que mais se pode desejar? É ópera em toda a sua paixão.

Igreja de Sto. António
sábado
25Ago2018
15h00
Elenco

Manuela Moniz, Soprano
Gisela Sachse, Meio-Soprano
Orquestra da Ópera no Património
Manuel Flores Palácios, Direção Musical

O hino Stabat Mater Dolorosa é um poema de origem medieval que retrata os sofrimentos de Maria, Mãe de Jesus, ao presenciar o seu filho na Cruz. Conclui com uma invocação pelo declamante implorando a Deus a Graça do Paraíso pela identificação do crente com Santa Maria.

Giovanni Battista Draghi, chamado Pergolesi nasceu a 4 de Janeiro de 1710 em Jesi e faleceu e, 17 de Março de 1736 em Pozzuoli, no convento dos franciscanos. Era o terceiro filho de uma família da Pergola, perto de Pésaro. O seu pai Francesco era um sapateiro que havia deixado Pergola. A origem familiar substituiu o nome de família como tantas vezes acontecia na época.

Depois de ter estudado violino com Francesco Mondini, foi convidado, aos 16 anos, para o Conservatório dos Pobres de Jesus Cristo, em Nápoles, cujas propinas foram pagas por um nobre de Jesi que resolveu apoiar as excepcionais capacidades do jovem músico.

Pouco se sabe da sua vida, com a excepção de que foi atormentado por doenças graves e incapacitantes, como a poliomielite a, finalmente, a tuberculose que o viria a vitimar.

Deixou poucas obras mas a sua qualidade notável, nomeadamente das suas pequenas óperas como a Serva Padrona, e a sua vida extremamente breve fizeram de Pergolesi uma lenda, de tal forma que muitos charlatães inventaram obras que atribuíram a Pergolesi, de forma a lucrarem com a sua venda e execução pública.

Este Stabat Mater foi certamente composto por Pergolesi, como atestam a encomenda e o manuscrito pela sua pena. Foi uma encomenda da Confraternità dei Cavalieri di San Luigi di Palazzo e foi composto em 1736, ano da sua morte e ano final dos cinco anos em que esteve activo. Joahann Sebastian Bach admirava a música de Pergolesi e serviu-se desta para adaptar o texto de um salmo Tilge, Höchster, meine Sünden, BWV 1083. A obra original destina-se a duas vozes, um soprano e um contralto, tem o tom extremamente cromático de fá menor.

Concertos no Património
23Ago2018 quinta-feira

21h30 Largo Igreja S. Luís
Ensaio Aberto da Visitação à Ópera Sansão e Dalila

24Ago2018 sexta-feira

17h00 Castelo
Quarteto de Cordas

18h30 Claustro Igreja Santo António
Grupo de Sopros

25Ago2018 sábado

11h00 Auditório Centro Histórico
Grupo de Sopros

12h00 Museu Municipal
Grupo de Sopros

Igreja de São Luís

A igreja de São Luís, situada no Largo D. Cristóvão de Almeida Soares, foi construída no século XVI, como capela do antigo Convento das Clarissas, fundado por Luís de Figueiredo Falcão. No séc. XVIII assumiu a função de Sé Catedral do Bispado de Pinhel sendo, atualmente, a Igreja Matriz da cidade.
Esta igreja, de planta longitudinal, apresenta talha barroca no altar-mor, teto em caixotões e paredes forradas a azulejos seiscentistas policromados. Classificada como Imóvel de Interesse Público, desde 1980.

Torre do Castelo

As duas Torres do Castelo de Pinhel fazem parte de uma estrutura defensiva medieval, de arquitetura militar, em estilos românico, gótico, manuelino e maneirista. A Torre Norte ou Torre de Menagem foi erguida durante o século XVI, no reinado de D. Manuel II. A Torre sul, também conhecida como Torre da Prisão, remonta aos séculos XIII / XIV. Ambas apresentam planta quadrangular, fachadas de três registos e remate em merlões retangulares. O conjunto formado pelo Castelo e pela Muralha está classificado como Monumento Nacional desde 1950.  

CLAUSTRO DA IGREJA DE STO. ANTÓNIO

O Convento de Santo António de Pinhel, fundado em 1727 por alvará de D. João V, foi mais tarde doado à Santa Casa da Misericórdia de Pinhel.
No início do século XX, foi alvo de um violento incêndio, que destruiu grande parte das dependências conventuais, que viriam a ser intervencionadas tal com a igreja, a partir de 1983.
O complexo é composto pela igreja, de planta longitudinal, e pelas dependências do convento, que se desenvolvem a partir do templo e do claustro, de planta quadrada e com arcada de capitéis toscanos sobre murete. Classificado como Monumento de Interesse Público.

Auditório Centro Histórico

O Auditório Exterior do Centro Histórico de Pinhel é um espaço com a função de acolher eventos ao ar livre, concertos, peças de teatro e demais espectáculos de âmbito artístico e cultural. O propósito primordial da intervenção arquitectónica, foi respeitar as ruínas do edifício existente, consolidando-as e deixando-as como se apresentam na actualidade, honrando assim a evolução do tempo e proporcionando um espaço intimista e acolhedor rodeado de História.

Museu Municipal

O edifício onde está instalado o Museu Municipal de Pinhel foi edificado em 1736, onde originalmente funcionou o Tribunal de Correição do Município. Mais tarde funcionou como Câmara Municipal e, já no século XIX, com a construção de um outro edifício para os Paços do Concelho, foi ocupado pelos mais diversos serviços. Em 1940, instalou-se aqui o Museu, com as suas coleções de arqueologia, etnologia, arte sacra, numismática e cerâmica. Classificado como Imóvel de Interesse Público em 1982.