Pinhel.
Foz Côa.
Leiria.
Coimbra.
Batalha.
Viseu.
Museu de Leiria
sábado
09Set2017
21h30
Elenco

Francesca Bruni, Rosina
Luís Rodrigues, Figaro
Giorgio d'Andreis, Conde Almaviva
Pedro Telles, Dr. Bartólo
Rui Silva, Don Basilio
Gisela Sachse, Berta
Luís Pereira, Fiorello e Oficial
Coro Sinfónico Inês de Castro
Orquestra da Ópera no Património

José Ferreira Lobo, Direção Musical
Paulo Lapa, Encenação
Miguel Massip, Cenografia
Roberto Punzi, Design de Luz
Ana Berta Cardoso, Figurinos

Gioachino Antonio Rossini nasceu em Pésaro, em 1792, e faleceu em Paris, em 1868. Desde cedo manifestou uma enorme criatividade musical, aos 16 anos recebeu o prémio do conservatório de Bologna por uma cantata e estreou a sua primeira ópera aos 18 anos em Veneza.
A sua paixão por Mozart e Haydn era grande, de tal forma que era chamado de “alemãozinho” no conservatório. Esta paixão foi-lhe muito útil, pois permitiu transcender as limitadas noções de orquestração e composição que tinha no conservatório, nomeadamente explorando os instrumentos musicais, ainda algo rudimentares, e levando-os ao limite do possível do ponto de vista técnico. O seu pai era trompista, ainda no tempo em que as trompas eram estritamente naturais, e a sua mãe cantora, de forma que Rossini conviveu de perto com instrumentos e o canto, numa dualidade que viria a desenvolver extraordinariamente enquanto compositor.
Para além da música apreciava vivamente a boa comida e era um excecional cozinheiro.
Compondo quarenta óperas em vinte e dois anos, Rossini tornou-se famosíssimo e riquíssimo. Aos quarenta anos abandonou quase completamente a composição e passou a dedicar-se à boa vida em Passy, na altura, nos arredores de Paris.
É do Rossini bonvivant a citação: “Não conheço ocupação mais admirável do que comer”.
É do Rossini compositor, um extraordinário compositor natural, um compositor em que, em vez de sangue, corriam notas, que era capaz de escrever melodias num fluxo interminável que tornavam as suas óperas incrivelmente populares.
O seu Tancredi foi uma das mais populares óperas do seu tempo e lançou a sua carreira em 1813, claramente influenciado por Paisiello. Transcendeu o seu modelo e tornou-se mais requisitado e mais bem pago, como prova o seu contrato de 1815, em que receberia 200 ducados por mês, mais 1000 ducados por ano, por receitas de jogo nos casinos que funcionavam nos teatros de ópera de então, por duas óperas por ano para os teatros de Nápoles, o que era uma fortuna enorme para qualquer músico de então.
Em 1816 compôs este Barbeiro de Sevilha, baseado na peça de Beaumarchais, de 1775. Retomava um tema que tinha sido colocado em música, precisamente por Paisiello, o que foi considerado inconveniente e levou ao boicote, por detratores, na estreia de 20 de fevereiro de 1816, em Roma. No entanto, a ópera veio a tornar-se um sucesso estrondoso, logo à segunda récita, em que a claque já não se fez sentir.
A história trata da conquista de Rosina pelo conde de Almaviva, disfarçado de Lindoro, um jovem simples. Almaviva conta com o apoio de Fígaro, o barbeiro, que é o faz-tudo de Sevilha. É uma ópera cómica, recheada de imprevistos e de personagens caricatas, como Bartolo, o tutor de Rosina, um velho avarento, médico, aldrabão e pomposo que quer casar com a pupila ou Basilio, o professor de música, um cínico hipócrita cúmplice de Bartolo.
Felizmente, a ópera cómica tem um final feliz e Rosina casa com Almaviva. D. Bartolo pode até ficar com o dote, facto que deixa todos contentes.
Rossini, que também era dado a algum exagero, afirmou que tinha escrito a ópera em 12 dias. Provavelmente não demorou na realidade muito mais do que isso, mas o tempo aceite é de cerca de três semanas, um lapso, mesmo assim, extremamente curto para um obra desta envergadura, tão variada em termos melódicos e orquestrais, em que, nos seus dois atos, não faltam múltiplas cenas de conjunto, em que os cantores cantam à desgarrada em cerrado contraponto, aliás, extremamente divertido de se ouvir e ver em palco, e até uma tempestade orquestral se desenvolve antes do clímax final.

Museu de Leiria
domingo
10Set2017
18h00
Elenco

Francesca Bruni, Soprano
Gisela Sachse, Meio-soprano
Giorgio d’Andreis, Tenor
Luís Rodrigues, Baixo
Coro Sinfónico Inês de Castro
Orquestra da Ópera no Património
Artur Pinho Maria, Direção

Requiem K.626

I – Introitus

Requiem (coro e soprano)

II – Kyrie

Kyrie (coro)

III – Sequentia

Dies irae (coro)
Tuba mirum (soprano, contralto, tenor e baixo)
Rex tremendae (coro)
Recordare (soprano, contralto, tenor e baixo)
Confutatis (coro)
Lacrimosa (coro)

IV – Offertorium

Domine Jesu (coro, soprano, contralto, tenor e baixo)
Hóstias (coro)

V – Sanctus

Sanctus (coro)

VI – Benedictus

Benedictus (coro, soprano, contralto, tenor e baixo)

VII – Agnus Dei

Agnus Dei (coro)

VIII – Communio

Lux aeterna (coro e soprano)

 

“… Tenho de aproveitar o meu tempo da melhor forma possível porque estou há muito tempo retido na cama e ainda tenho este Requiem para acabar.”

Mozart, carta de 3 de dezembro de 1791

 

O Requiem de Mozart é uma obra envolta em mistério devido ao desconhecimento preciso dos factos que rodearam a sua encomenda e, também, por a obra não ter sido terminada pela mão do compositor. A sua morte prematura, se não o são todas, impediu Mozart de concluir a partitura, realidade que terá sido agonizada pelo estado de saúde deplorável em que se encontrava e pela falta de meios económicos em que a sua vida incorreu nos últimos anos. Por outro lado, estes factos, associados a esta obra ser uma missa de mortos, enaltecem o sentido trágico do Requiem, visto por muitos autores como um Requiem na primeira pessoa, ou seja, uma missa escrita para o funeral do próprio compositor, consciente de que o fim que se aproximava. No entanto, é possível dar luz a muitos dos factos e desmitificar algumas das fantasias que escondem a verdade sobre as origens do Requiem de Mozart. A encomenda foi feita por um anónimo que nunca revelou junto de Mozart a sua identidade. Não existe nada de estranho no facto do compositor ter acedido a realizar a obra, uma vez que uma avultada recompensa pecuniária iria aliviar de sobremaneira a sua débil, senão miserável, situação financeira. Essa figura anónima, envolta em mistério, era um enviado do Conde Walsegg-Stuppach, um homem que tinha por hábito encomendar obras a vários compositores seguindo o mesmo método. A razão de tal estranho hábito era menos nobre do que o título que detinha.
O Conde era um bom instrumentista, mas seria desprovido de grande talento criativo. Assim, maquilhava a realidade apresentando essas obras como sendo suas. O Requiem foi encomendado para venerar a sua mulher que havia falecido recentemente. No entanto, esta encomenda correu particularmente mal. Mozart encontrava-se ocupado com as suas últimas óperas, A Flauta Mágica e A clemência de Tito, e o Requiem era mais uma entre outras encomendas que necessitavam de urgente conclusão. Ao aperceber-se que o estado de saúde de Mozart era muito preocupante, o Conde terá forçado o seu enviado a pressionar o pobre enfermo. Para azar do Conde, Mozart não conseguiu terminar a obra a tempo. Curiosamente, o manuscrito, em dezembro de 1791, o fatídico mês em que o compositor faleceu, ao dia 5, já se encontrava datado de 1792. Seria pela mão de Mozart, consciente de que não estaria terminado antes dessa data, ou terá sido outra mão a datar o documento?
Entre as muitas perguntas que ficam sem resposta, sabemos hoje quais as partes que Mozart concluiu e as que foram terminadas pela mão do compositor Franz Xaver Süssmayr (1766-1803).
Apenas Introitus e Kyrie foram integralmente compostas por Mozart. Da Sequentia, ficaram apenas as partes corais planificadas com o acompanhamento dos violinos e do baixo, e Lacrimosa ficou mesmo incompleta no seu plano de continuidade. Offertorium ficou, igualmente com a instrumentação, muito incompleta. Sanctus, Benedictus, e Agnus Dei, não são, ao que se pensa, da autoria de Mozart.
O processo de completação do Requiem foi planeado pela viúva, que só assim receberia a quantia em falta do misterioso cliente. Recorreu à ajuda de um aluno do marido, Süssmayr, que não sendo a primeira escolha, foi o primeiro a aceder ao pedido. Nunca saberemos ao certo que esboços da obra ele terá encontrado, se teve acesso a mais manuscritos do que aqueles que sobreviveram até aos nossos dias.
Justiça lhe seja feita, completou o trabalho com grande mestria. Apesar de alguns autores acharem que se o Requiem tivesse sido terminado por Mozart seria uma obra ainda mais bela e formalmente perfeita, essa será sempre uma das questões para especulação, a par de todas as outras que alimentam o mistério do Requiem e da própria morte de Mozart. Esse, foi enterrado sem música, numa vala comum, sem o conforto e a consolação a que o Requiem aspira.
Durante os anos que viveu, o Conde Walsegg insistiu em afirmar que a obra era sua!

Concertos no Património
07Set2017 quinta-feira

10h30-12h00/14h00-16h00 Castelo de Leiria
Visita guiada sujeita a marcação
18h00 Castelo de Leiria
Grupo de Sopros
19h30 m|i|mo - museu da imagem em movimento
Quarteto de Cordas

08Set2017 sexta-feira

18h30 Moinho do Papel
Quarteto de Cordas
20h00 Museu de Leiria
Visita guiada pelo Maestro José Ferreira Lobo aos bastidores da Ópera
21h00 Museu de Leiria
Concerto didático-pedagógico sobre O Barbeiro de Sevilha

09Set2017 sábado

15h00 Igreja da Misericórdia
Orquestra de Arcos

Castelo de Leiria

Ainda hoje o Castelo de Leiria permanece como um símbolo monumental da história da Cidade. Guarda no interior das imponentes muralhas vestígios das diversas fases de ocupação: desde fortaleza militar a palácio real.
Desde os primórdios da ocupação humana na Península Ibérica, quando os instrumentos principais eram feitos de pedra, o homem deixou-se encantar por estas paisagens envolventes, entre o mar e a serra! Do Castelo para a cidade deslumbre-se com a vista que encantou os Reis e Rainhas que por ali passaram: D. Afonso Henriques, D. Dinis e a Rainha Santa Isabel (a quem é atribuída a lenda do Milagre das Rosas), D. João III, entre muitos outros.

Localização:
Rua do Castelo, 2400-235 Leiria
GPS: 39º44'51.00N 8º48'31.00W

Museu de Leiria

O Museu de Leiria, distinguido com o prémio de Melhor Trabalho sobre Museografia na cerimónia de atribuição dos Prémios Nacionais de Museologia 2016, uma menção honrosa no prémio de Melhor Museu e outra menção honrosa no domínio da Acessibilidade Física entregue pela associação Acesso Cultura, é uma janela aberta sobre a memória de um território longamente habitado que, à entrada do século XXI, se revela com um novo olhar sobre uma realidade complexa.
Ideia surgida ainda em tempos da monarquia liberal, o museu ficou a dever a sua concretização aos esforços persistentes de Tito Larcher (1865-1932), que tomaram forma no Decreto de 15 de novembro de 1917, com a criação do Museu Regional de Obras de Arte, Arqueologia e Numismática de Leiria.
Em 2006 iniciou-se o processo que devolve à vivência da Cidade o Convento de St.º Agostinho, monumento construído a partir de 1577 (a igreja) e 1579 (o complexo conventual), e agora habitado pelo novo Museu de Leiria. O programa museológico, que se procurou participado, enquadra para além do acervo do antigo museu, as coleções artísticas municipais e a reserva arqueológica, constituindo o fulcro da rede de museus concelhios, aberta à Cidade e ao seu território.
O Museu de Leiria organiza-se em dois espaços expositivos. No primeiro apresenta-se uma exposição de longa duração que faz uma leitura geral da história do território, propondo um caminho, necessariamente sumário, por entre a rica e densa floresta de objetos, acontecimentos e mitos, que definem uma identidade central do País. No segundo espaço, que lhe é complementar, são apresentadas exposições temporárias que permitem aprofundar temáticas e coleções específicas.

Localização:
Rua Tenente Valadim, n.º 41
(junto à Igreja de Santo Agostinho e Delegação de Leiria da Cruz Vermelha Portuguesa),
2410-190 Leiria
GPS: 39º74.1312''N | -8º 80.2841''W

m|i|mo - museu da imagem em movimento

O m|i|mo - museu da imagem em movimento foi premiado em 2011 pela Associação Nacional de Museologia com uma menção honrosa na categoria de Melhor Museu Português. Nascido no âmbito das comemorações do centenário do Cinema Português (1996), é um espaço de diálogo entre Arte, Ciência e Técnica, que desenvolve exposições, promove regularmente atividades lúdicas e criativas sobre temas como o cinema e a fotografia.
Integram o seu espólio coleções de objetos que dão a conhecer a evolução da Cinematografia, conduzindo os visitantes numa magnífica viagem pelos limites da imaginação, num caminho de luz e sombra, cor, ritmo e volume, engenho e arte... ilusão e realidade!

Localização:
Largo de S. Pedro
(Cerca do Castelo de Leiria)
2400-235 Leiria
GPS: Lat: 39,7472036 Long: -8,807221600000048

Moinho do Papel

Equipamento reabilitado pelo Arquiteto Siza Vieira é um ex-libris da história da indústria leiriense. O ano de 1411 consagra o início da história do Moinho do Papel de Leiria, um dos primeiros na Península Ibérica, numa época em que a indústria da moagem era determinante para o desenvolvimento económico. Nas recatadas margens do rio Lis, o moinho destaca-se pelas estruturas dos antigos rodízios que submergem no edifício e pelas grandes azenhas que sublimam a imagem de uma indústria artesanal de outrora. No interior, vivencia-se o processo tradicional de produção de papel, em que os visitantes podem participar, e de moagem de cereais, protagonizada com a mestria da moleira. No final, pode comprar as farinhas produzidas com a energia do rio.

Localização:
Rua Roberto Ivens,1
2400-103 Leiria
GPS: 39º44'25.50”N 8º48'03.80”W

Centro de Diálogo Intercultural de Leiria

A comuna judaica organizar-se-ia em torno da sinagoga (situada no local da atual Igreja da Misericórdia), sendo um centro destacado de cultura hebraica, com “conçelho da judiaria”, genesim (local onde os judeus se dedicavam ao estudo bíblico) e escola elementar. 
Os bens da sinagoga foram doados por D. Manuel I a oficiais, por volta de 1516. 
Das antigas manifestações monumentais e urbanas da velha judiaria ficou sobretudo a memória social que sempre apontou a igreja da Misericórdia, reconstruída na sua austera arquitetura barroca atual na década de 1720, como templo onde outrora se erguera uma sinagoga. Os estudos históricos confirmam a tradição oral. 
Aqui está instalado o Centro de Diálogo Intercultural, um projeto associado à Rede de Judiarias e que reúne a culturas e religiões cristã, islâmica e judaica.
A Casa dos Pintores é hoje é um dos polos do Centro de Diálogo Intercultural de Leiria. É assim designada devido à grande quantidade de artistas que retrataram a sua fachada, é uma peça de arquitetura histórica relevante no conjunto edificado do centro histórico de Leiria, apresentando uma tipologia singular na malha urbana medieval, na qual ressalta a varanda com uma balaustrada em madeira, com dois sobrados, num topo de um quarteirão de reduzidas dimensões.
A recuperação deste edifício municipal pretendeu atribuir-lhe uma função que se coadunasse, por um lado, com a valência histórica do local, e por outro, que impulsionasse a dinâmica turística, ajudando à criação de uma rede de núcleos museológicos e culturais, que dignificassem a qualidade cultural e turística da zona histórica da cidade.

Localização:
Rua Miguel Bombarda
2400-190 Leiria
GPS: 39.744530, -8.807905