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Pátio das Escolas - Universidade de Coimbra
sábado
14Set2019
21h30
Elenco

Coro Misto da Universidade de Coimbra 
Coro Sinfónico Inês de Castro 
Grupo Vocal da Ópera no Património
Orquestra da Ópera no Património 
José Ferreira Lobo, Direção Musical 

 

 

 

Os coros verdianos são peças notáveis pela força intrínseca que transmitem. Correspondem a momentos de grandes massas, tormentosos, pontos de viragem em que a multidão mais que comentar, à moda do coro grego, serve de motor psicológico e social da acção. Em certos casos o comentário à grega é evidente, basta lembrar o coro do terceiro ato de Otello, em que o coro pinta as emoções tenebrosas que se vão apossando do mouro tresloucado de raiva, amor e ciúme.

No caso de Nabucco, o coro dos escravos hebreus fez lembrar aos italianos a Pátria oprimida pelos austríacos, o lamento pela terra prometida perdida dos desterrados pela infelicidade, pelo castigo de Deus, pela guerra e pelo destino marcaria a Pátria Italiana e tornar-se-ia um hino de liberdade. Mais do que a qualidade musical, com uma melodia muito bela, é a força do canto e da música como desabrochar do sentimento de liberdade que levantou toda a Itália, alguns anos depois sob o estandarte de Garibaldi. Foi em 1842 que a estreia se deu e a partir desse momento ninguém pararia Verdi que se tornou famoso graças às palavras dos escravos hebreus para a sua Pátria escravizada. Tão popular foi o “va pensiero” que o povo de Roma começou a cantá-lo no cortejo fúnebre de Verdi, espontaneamente, vindo do fundo da sua alma enchendo as ruas e crescendo até cobrir Roma com as notas entoadas pelo povo que amava o seu grande compositor e que cantou o seu hino até à unificação e libertação que veio depois da estreia de Nabucco.

Essa força que popularizou Verdi tornou os seus coros num capital precioso. Verdi nunca deixou de apurar a técnica e alguns coros atingem uma complexidade surpreendente do ponto de vista rítmico e de acompanhamento. Depois de um breve coro de Ernani encontramos dois coros tremendos, o Gloria all´Egitto de Aida e Patria Oppressa de Macbeth.

O excelente Spuntato ecco il di d'esultanza remata com chave de ouro um concerto que apresenta também as mais populares aberturas de Verdi, onde se destaca a notável abertura de La forza del destino de 1862, ano em que Verdi atingia uma grande maturidade mas cuja ópera, talvez por ser demasiado complexa ou por o libreto não ter a qualidade que teria o posterior Otello, não teve grande sucesso.

Paço Real

O Paço Real era o local destinado aos aposentos do Rei de Portugal, quando em Coimbra. É neste espaço que encontra os locais mais emblemáticos do quotidiano da Universidade,  mas também tiveram lugar aqui momentos chave da História de Portugal.

A Sala dos Grandes Atos, é a principal sala da Universidade e local onde se realizam as principais cerimónias académicas; é também o local por excelência da realização das provas doutorais dos doutorandos da Universidade de Coimbra, e é mais conhecida como “Sala dos Capelos”, nome dado à pequena capa usada pelos Doutores da Universidade em ocasiões solenes.

Foi a primeira Sala do Trono de Portugal. Teve lugar aqui, entre março e abril de 1385, a reunião das Cortes que determinaram a aclamação de D. João, o Mestre de Avis, Rei de Portugal. A sua atual configuração, do séc. XVII, é marcada pela ausência de qualquer referência aos monarcas espanhóis que governaram o reino entre 1580 e 1640, reflexo do enorme apoio político e ideológico da Instituição a D. João IV.

A Sala do Exame Privado, antigos aposentos do Rei, era o local onde os licenciados realizavam as suas provas a Doutores. Esta consistia num exame oral privado, feita à porta fechada e à noite. A sua exigência era tal que a sua memória se manteve após o seu fim, com a Reforma Pombalina, na década de 70 do séc. XVIII. A sua atual disposição data das grandes obras da Universidade, no início do séc. XVIII.

A Sala das Armas alberga as armas (alabardas) da extinta Guarda Real Académica, que tinha como função a guarda dos espaços da Universidade. Estas armas são utilizadas pelos Archeiros – herdeiros do corpo de guarda original - apenas nas cerimónias académicas solenes: Doutoramentos solenes e Honoris causa, Investidura do Reitor, Abertura Solene das Aulas.

INFORMAÇÕES: 239 242 744 | 239 242 747 (dias úteis das 9h00 às 17h00)
http://www.uc.pt/informacaopara/visit/contact