Pinhel.
Foz Côa.
Leiria.
Coimbra.
Batalha.
Viseu.
Pátio das Escolas - Universidade de Coimbra
sábado
23Set2017
21h30
Elenco

Sandra Ferrandez, Carmen
Cristiana Oliveira, Micaela
Carlos Guilherme, Don José
Rui Silva, Escamillo
Henrique Silveira, Narração
Orquestra da Ópera no Património
José Ferreira Lobo, Direção Musical
Paulo Lapa, Direção Cénica
Ana Berta Cardoso, Figurinos
Roberto Punzi, Design Luz

Registado como Alexandre César Léopold Bizet e batizado como Georges Bizet, nome pelo qual o conhecemos, compôs cerca de quinze óperas, umas inacabadas, outras nunca executadas até hoje, outras perdidas, porque mutiladas após a sua morte ou, então, por puro desleixo dos herdeiros. Apenas duas das suas óperas passaram ao cânone: Os Pescadores de Pérolas, composto no crepúsculo do seu Prémio de Roma e estreada em 1863, e Carmen, escrita no final da sua curtíssima vida, e estreada em 1875, ano da morte do compositor.
Teve uma vida com muitas dificuldades financeiras que o obrigaram a dar recorrentes lições de piano. Trabalhava dezasseis horas por dia a transcrever obras sinfónicas para piano e óperas para piano e canto.
Bizet adquiriu um conhecimento extraordinário e uma enorme cultura musical, por via desse trabalho árduo, que o levou a conhecer intimamente as partituras de todos os seus grandes colegas. Por outro lado, teve como professor e mentor Charles Gounod, também ele um grande compositor. Bizet foi acusado de copiar a música da Carmen pelo próprio Gounod e utilizou música de outros, como a da Habanera, em que Carmen, um meio-soprano de voz quente e sedutora, se apresenta de forma impressiva perante o público logo no início da ópera. Esta Habanera chamava-se "El Arreglito", e foi composta pelo compositor espanhol Sebastián Yradier. Bizet, que tinha a música no ouvido, julgava que se tratava de uma melodia popular espanhola mas acabou por mencionar a autoria original na partitura, depois de alertado por amigos. Fizeram-se diversas adaptações da ópera para concerto, por exemplo: Toreadors, é uma adaptação dos temas do Toreador que surgem na Carmen e que está incluída na suite n.º 1, a Seguidilha e a subsequente Dança Boémia são citações literais de partes sinfónicas que surgem na ópera original.
A ópera Carmen é uma tragédia moderna, baseada em factos supostamente verídicos mas muito romanceados, baseados no conto homónimo de Prosper Merrimée, escritor, arqueólogo e senador francês coevo de Bizet
A ópera foi um sucesso incrível, apesar de uma estreia frouxa e de críticas ferozes, sobretudo motivadas por despeito ou por razões morais. A ópera não continha uma lição moral e a personagem principal era uma mulher cheia de vícios, segundo os escritos da época. Bizet não conseguiu ter tempo para saborear o sucesso que foi surgindo, tendo morrido três meses exatos depois da estreia, a 3 de março de 1875. Nietzsche, Wagner, Brahms ou Tchaikovsky apreciaram vivamente a ópera que trata dos amores da livre e leviana Carmen, uma bela cigana, que seduz um militar, D. José, para se conseguir libertar da prisão, após uma rixa de navalhada. Carmen depressa se farta do ciumento militar para o trocar por um vistoso toureador, Escamillo. Num acesso de raiva, de ciúme e de fúria homicida, D. José mata Carmen à navalhada, terminando assim a ópera.  

Paço das Escolas

A Universidade de Coimbra é a mais antiga universidade portuguesa e durante séculos a única universidade em Portugal – falar da História da Universidade Portuguesa é, genericamente, falar da Universidade de Coimbra.
Fundada em 1290 pelo Rei D. Dinis, em Lisboa, é transferida definitivamente para Coimbra em 1537, por ordem do Rei D. João III, após um período de migração entre estas duas cidades. Foi prevista a sua instalação na Rua da Sofia, junto ao Mosteiro de Santa Cruz, aberta propositadamente para a acolher. É no entanto no Paço Real da Alcáçova, mais tarde o Paço das Escolas, que em 1544 se concentram todas as Faculdades da Universidade de Coimbra – Teologia, Cânones, Leis e Medicina. Desde então, é esta a imagem gravada no imaginário coletivo português, marca indelével da cidade e da sua Universidade.
Ao longo de séculos a cidade e a Universidade moldaram-se numa relação simbiótica profunda, cuja marca é perfeitamente visível nos nossos dias quando apreciamos a relação existente entre os vários núcleos da Alta.
O Paço das Escolas, núcleo histórico por excelência da Universidade, acolhe nos nossos dias uma parte do todo que se constitui na Universidade - aqui percebem-se as tradições e a mística que a tornam única no mundo. Indissociável da cidade que a acolhe, sente-se aqui o legado de séculos, que se projeta no tempo e que as liga no passado e no futuro.
O Colégio de Jesus, o mais antigo colégio jesuíta do mundo, aqui criado em 1542, tornou-se no espaço de ensino da ciência na Universidade de Coimbra após a sua reforma, impulsionada pelo Marquês de Pombal em 1772. É hoje um dos locais de excelência na História da Ciência em Portugal.
Em junho de 2013, a UNESCO atribuiu à Universidade de Coimbra, pelo seu valor inquestionável para a História e Cultura Portuguesas, a classificação de Património Mundial da Humanidade - recompensa para esforço e dedicação de quem todos os dias trabalha para preservar, valorizar e sobretudo partilhar a sua herança com o mundo.

INFORMAÇÕES: 239 242 744 | 239 242 747 (dias úteis das 9h00 às 17h00)
http://www.uc.pt/informacaopara/visit/contact

Paço Real

O Paço Real era o local destinado aos aposentos do Rei de Portugal, quando em Coimbra. É neste espaço que encontra os locais mais emblemáticos do quotidiano da Universidade,  mas também tiveram lugar aqui momentos chave da História de Portugal.
A Sala dos Grandes Atos, é a principal sala da Universidade e local onde se realizam as principais cerimónias académicas; é também o local por excelência da realização das provas doutorais dos doutorandos da Universidade de Coimbra, e é mais conhecida como “Sala dos Capelos”, nome dado à pequena capa usada pelos Doutores da Universidade em ocasiões solenes.
Foi a primeira Sala do Trono de Portugal. Teve lugar aqui, entre março e abril de 1385, a reunião das Cortes que determinaram a aclamação de D. João, o Mestre de Avis, Rei de Portugal. A sua atual configuração, do séc. XVII, é marcada pela ausência de qualquer referência aos monarcas espanhóis que governaram o reino entre 1580 e 1640, reflexo do enorme apoio político e ideológico da Instituição a D. João IV.
A Sala do Exame Privado, antigos aposentos do Rei, era o local onde os licenciados realizavam as suas provas a Doutores. Esta consistia num exame oral privado, feita à porta fechada e à noite. A sua exigência era tal que a sua memória se manteve após o seu fim, com a Reforma Pombalina, na década de 70 do séc. XVIII. A sua atual disposição data das grandes obras da Universidade, no início do séc. XVIII.
A Sala das Armas alberga as armas (alabardas) da extinta Guarda Real Académica, que tinha como função a guarda dos espaços da Universidade. Estas armas são utilizadas pelos Archeiros – herdeiros do corpo de guarda original - apenas nas cerimónias académicas solenes: Doutoramentos solenes e Honoris causa, Investidura do Reitor, Abertura Solene das Aulas.

INFORMAÇÕES: 239 242 744 | 239 242 747 (dias úteis das 9h00 às 17h00)
http://www.uc.pt/informacaopara/visit/contact

Biblioteca Joanina

Construída entre os anos de 1717 e 1728, é um dos expoentes  do Barroco Português e uma das mais ricas bibliotecas europeias. Ficará conhecida como Biblioteca Joanina em honra e memória do Rei D. João V (1707-1750), que patrocinou a sua construção e cujo retrato, da autoria de Domenico Duprà (1725), domina categoricamente o espaço.
É composta por três pisos: o Piso Nobre, espaço ricamente decorado, a face mais emblemática da Casa da Livraria; o Piso Intermédio, local de trabalho e funcionou como casa da Guarda; a Prisão Académica, que de 1773 até 1834 foi o local de clausura dos estudantes.
O Piso Nobre, terminado em 1728, começou a receber os primeiros livros depois de 1750, e atualmente o seu acervo é composto por cerca de 40.000 volumes. Toda a sua construção visa a conservação do acervo bibliográfico, desde a largura das paredes exteriores às madeiras no interior. Ainda no auxílio à preservação dos livros, existem duas pequenas colónias de morcegos que protegem as coleções de insetos bibliófagos. Foi utilizado como local de estudo desde 1777 até meados do séc. XX, com a entrada em funcionamento da atual Biblioteca Geral.
A Prisão Académica funcionou inicialmente em dois aposentos sob a Sala dos Capelos, logo em 1559 - desde a sua fundação que a Universidade teve como privilégio um código judicial próprio, aparte da Lei Geral do Reino. Estavam subordinados a este código, o “Foro Privado”, todos os que de alguma maneira se encontravam ligados à instituição. Esta autonomia permitia à Universidade possuir Juiz – o Magnífico Reitor -, Guarda e Prisão.
Em 1773 a Prisão foi transferida para o edifício da Biblioteca Joanina que viu incorporados e recuperados os restos do que fora o antigo cárcere do Paço Real, e que documentam a única cadeia medieval que ainda existe em Portugal. Em 1834, e após a extinção das Ordens Religiosas, a Prisão serviu como local de depósito de livros, manuscritos e iluminuras que se encontravam em diversos mosteiros e conventos.
O Piso Intermédio foi sempre o depósito da Casa da Livraria, o qual era vedado o acesso aos estudantes e outros funcionários – o acesso seria sempre e somente dos Bibliotecários. Era também o local onde se reuniria a Guarda Real Académica, que a partir daqui acedia à Prisão Académica, abaixo.

INFORMAÇÕES: 239 242 744 | 239 242 747 (dias úteis das 9h00 às 17h00)
http://www.uc.pt/informacaopara/visit/contact