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Igreja Matriz
domingo
22Set2019
19h00
Elenco

Adriana Paraíso, Soprano
Gisela Sachse, Meio-Soprano
Orquestra da Ópera no Património
José Ferreira Lobo, Direção Musical

O hino Stabat Mater Dolorosa é um poema de origem medieval que retrata os sofrimentos de Maria, Mãe de Jesus, ao presenciar o seu filho na Cruz. Conclui com uma invocação pelo declamante implorando a Deus a Graça do Paraíso pela identificação do crente com Santa Maria.

Giovanni Battista Draghi, chamado Pergolesi nasceu a 4 de Naeiro de 1710 em Jesi e faleceu e, 17 de Março de 1736 em Pozzuoli, no convento dos franciscanos. Era o terceiro filho de uma família da Pergola, perto de Pésaro. O seu pai Francesco era um sapateiro que havia deixado Pergola. A origem familiar substituiu o nome de família como tantas vezes acontecia na época.

Depois de ter estudado violino com Francesco Mondini, foi convidado, aos 16 anos, para o Conservatório dos Pobres de Jesus Cristo, em Nápoles, cujas propinas foram pagas por um nobre de Jesi que resolveu apoiar as excecionais capacidades do jovem músico.

Pouco se sabe da sua vida, com a excepção de que foi atormentado por doenças graves e incapacitantes, como a poliomielite a, finalmente, a tuberculose que o viria a vitimar.

Deixou poucas obras mas a sua qualidade notável, nomeadamente das suas pequenas óperas como a Serva Padrona, e a sua vida extremamente breve fizeram de Pergolesi uma lenda, de tal forma que muitos charlatães inventaram obras que atribuíram a Pergolesi, de forma a lucrarem com a sua venda e execução pública.

Este Stabat Mater foi certamente composto por Pergolesi, como atestam a encomenda e o manuscrito pela sua pena. Foi uma encomenda da Confraternità dei Cavalieri di San Luigi di Palazzo e foi composto em 1736, ano da sua morte e ano final dos cinco anos em que esteve activo. Joahann Sebastian Bach admirava a música de Pergolesi e serviu-se desta para adaptar o texto de um salmo Tilge, Höchster, meine Sünden, BWV 1083. A obra original destina-se a duas vozes, um soprano e um contralto, tem o tom extremamente cromático de fá menor e a seguinte estrutura:

1. "Stabat Mater Dolorosa" Grave, fá menor; dueto.
2. "Cujus animam gementem" Andante amoroso, dó menor; soprano
3. "O quam tristis et afflicta" Larghetto, sol menor; dueto.
4. "Quae moerebat et dolebat" Allegro, Mi bemol Maior; alto.
5. "Quis est homo" Largo, dó menor; dueto. – "Pro peccatis suae gentis..." Allegro, dó menor.
6. "Vidit suum dulcem natum" Tempo giusto, fá menor; soprano.
7. "Eja mater fons amoris" Andantino, dó menor; alto.
8. "Fac ut ardeat cor meum" Allegro, sol menor; dueto.
9. "Sancta mater, istud agas" Tempo giusto, Mi bemol Maior; dueto.
10. "Fac ut portem Christi mortem" Largo, sol menor; alto.
11. "Inflammatus et accensus" Allegro ma non troppo, Si bemol maior; dueto.
12. "Quando corpus morietur" Largo assai, fá menor; dueto. – "Amen..." Presto assai”, fá menor.

Concertos no Património
19Set2019 quinta-feira

15h00 Claustro Real
Quarteto de Cordas

17h00 Capelas Imperfeitas
Quarteto de Cordas

20Set2019 sexta-feira

17h00 Claustro Real
Grupo de Cordas

21Set2019 sábado

15h30 Claustro Real
Grupo de Sopros

Largo Infante D. Henrique

O Largo do Infante D. Henrique, localizado a nascente do monumento, presta homenagem ao Infante D. Henrique – o Navegador. Este espaço magnífico, de dimensões consideráveis, foi tendo ao longo dos tempos diversas utilizações. Recentemente, sofreu obras de requalificação.

Igreja Matriz da Exaltação de Santa Cruz

A Igreja Matriz da Exaltação de Santa Cruz foi iniciada em 1514, após contínuos pedidos dos habitantes da Vila da Batalha que ambicionavam uma igreja paroquial. O templo foi concluído em 1532, evidenciando uma arquitetura religiosa manuelina (no portal), barroca e revivalista.

Claustro Real do Mosteiro da Batalha

O Claustro Real do Mosteiro da Batalha foi construído no final do século XIV, sendo uma obra majestosa da autoria dos mestres Afonso Domingues e Huguet. Também designado por Claustro de D. João I, conta com 55 metros de lado, 4 galerias e apenas um piso - característica comum dos claustros da Idade Média. O estilo arquitetónico é fundamentalmente gótico.

Capelas Imperfeitas

A construção das Capelas Imperfeitas ocorreu cerca de 50 anos após o início das obras do Mosteiro, por iniciativa de D. Duarte, que desejava ser sepultado neste espaço com a sua esposa, D. Leonor de Aragão. Assentam a sua forma num octógono, estando aqui instaladas sete capelas ligadas entre si por um espaço mais pequeno que servia de sacristia, num projeto arquitetónico da autoria de Huguet.